Sugestões de como Prevenir o interesse e a curiosidade sobre as drogas nas escolas de ensino fundamental.

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O consumo de drogas se expande e constitui uma ameaça à estruturas e valores educacionais, sociais e culturais. A curiosidade sobre as drogas entre jovens tem sido uma das questões que mais afligem a educação fundamental de uma forma geral.

O levantamento epidemiológico realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), em estudantes de educação básica, comprova a presença de drogas nas escolas e a existência do abuso entre alunos vem tendo uma iniciação precoce, na faixa etária de 10- 12 anos mais de 12% das crianças já usaram algum tipo de droga na vida. (Galduróz et al., 2004).
A escola, diante desse novo desafio tem um papel importante na conscientização e prevenção dentro das salas de aula e entre os pais. Prevenção significa antecipação. Impedir a curiosidade e o possível consumo.
Prevenir e conscientizar sobre as drogas exige uma intervenção antes que o consumo ocorra. Cabe à escola promover um estilo de vida saudável nos alunos. A função da escola é prestar esclarecimentos e auxílio ao aluno, dando suporte na integração escolar e na família.
Estruturar e implantar um programa de prevenção e informação sobre drogas nas escolas e municipalizando as ações. As estratégias de municipalização possibilitam implantar medidas e programas que tornam a prevenção mais clara ao aluno e a seus familiares.

Município. Viabilizar um Plano de Ação relacionado à informação e conscientização sobre todos os aspectos da droga. O Plano é elaborar objetivos e metas, traçar as diretrizes e estratégias de caráter geral.

Secretaria de Educação. A elaboração e gestão de um Programa Preventivo que decorra do Plano. Deve buscar parcerias com entidades e instituições que se disponham a essa finalidade.

Escola. Deve elaborar projetos que assegurem ações preventivas intensivas e duradouras, tendo como guia o Plano de Ação e o Programa Preventivo. Na prática escolar, a prevenção torna-se viável por intervenções nas condições de ensino e, principalmente, são direcionadas ao projeto pedagógico.
Um projeto mais amplo de educação para a saúde, a prevenção prioriza os princípios da vida, a formação de valores e o conhecimento da natureza e do efeito das drogas. A prevenção primária deve começar em crianças de menor idade, em atividades criativas e prazerosas. A estratégia é enfatizar as drogas lícitas e de fácil acesso, álcool e tabaco. Não se pode deixar de discutir o caráter atrativo das drogas: prazer aos sentidos, ter “imagem transgressora”, ser símbolo de “estar na moda”. Precisa ser discutida a toda a trajetória do envolvimento com drogas, evitando despertar a curiosidade.

Gestão da Escola. O modelo deve favorecer a participação coletiva e responsável na definição de princípios. Sugerimos, algumas medidas que incrementam a educação preventiva. A escola deve acolher e envolver as famílias com a educação dos filhos, promovendo encontros para discutir questões relativas a prevenção de drogas e suas consequências. Cursos, seminários e debates sobre o tema. Criar entre as escolas uma rede de informações e conhecimentos no campo da prevenção do uso indevido de drogas.

A educação afetiva defende fatores pessoais que são vistos como riscos ao uso de drogas, Primeiramente, deve-se priorizar o autoconhecimento, a autoestima, a autoafirmação. É igualmente importante fortalecer o saber dizer não, e saber ouvir, o respeito às diferenças, o respeito aos valores.

A atuação dos professores é fundamental na educação preventiva, ajudando os alunos a constituírem um sistema de valores pessoal que lhes animem a adotar um estilo de vida, em que o uso de drogas não encontre ressonância. Também contribui a adoção métodos ativos que incluem debate, discussão e diálogo. Deste modo, é possível proporcionar aos alunos habilidades e experiências que tenham efeito protetor.

Por fim, a educação é um dos meios do qual fazemos a conscientização, a educação e a prevenção nas escolas é via natural para os esforços de prevenir o abuso de drogas entre os alunos.

40 FORMAS PARA COMEÇAR AMAR A SI MESMO. por Emanuella Maria.

          A autora: Oi, eu sou a Manu – Jornalista, Coach de Auto Estima, Empreendedora Criativa e uma Otimista inabalável, dedicada a ajudar você a transformar seus sonhos mais impossíveis em realidade. 
Meu trabalho (e meu site) é devotado para dividir ideias, ferramentas e recursos que irão ajudar você a criar mais confiança, autoestima, total claridade, direcionamento pra sua vida, uma vida dos sonhos, ou seja, o que você quiser. =) Seja bem vind@! fonte: http://ambientevistoriado.com/40-formas-para-amar-a-voce-mesmo/ 

40 FORMAS PARA COMEÇAR AMAR A SI MESMO. - por .


Nosso primeiro e último amor é… amar a si mesmo.
Amar a si próprio é um grande tema e muitas vezes difícil pôr em prática. Chega a ser assustador, por que amar a si mesmo envolve várias coisas e se aceitar, é apenas uma delas. Mas se você quiser se aprofundar no auto-amor, por onde começar? Então segue aqui algumas ideias para vocês.
 Faça listas de razões pelas quais você se ama …
Escreva (ou mantenha listas mentalmente) dos elogios que outras pessoas lhe fazem. Nós somos tão rápidos para acreditar nas coisas quando as pessoas são cruéis, desagradáveis ou “brutalmente honestas” sobre nós, porém rejeitamos todas as vezes que alguém nos disse quão maravilhoso, bonito e inteligente somos. Geralmente isso ocorre porque o nosso senso de auto-dúvida é mais forte que o nosso amor-próprio.
 Se aproxime de outras pessoas.
… E faça-o regularmente. Quando não conversamos com as pessoas sobre como estamos nos sentindo, ou não tem ninguém para trocar idéias , fica mais fácil sentir-se perdido e confuso. Também torna mais fácil para a depressão e tristeza se aproximarem devagarinho. Ser lembrado de vez em quando que o mundo é maior que a nossa bolha pode nos inspirar.
 Mude a maneira como você pensa sobre comida.Muitos de nós cai na armadilha de pensar que o alimento é “bom” ou “ruim” e não há meio-termo. Associar uma palavra como “bom” ou “ruim” com um tipo de alimento (como chocolate, doce, massas e etc) não nos ajuda, isso não significa nada, apenas nos faz sentir culpados ou como se devesemos “fazer melhor”. O que tem me ajudado é pensar em comida como combustível puro para meu corpo, e considerar como ele vai me fazer sentir ou quanta energia ele vai me dar. Eu sei que o meu corpo (e meu cérebro) funcionam melhor quando eu me alimento de vegetais, saladas, de muita água e frutas, e que me sinto fraca e inútil quando eu come amontoando de massas ou uma caixa de chocolate sozinha, ou um pote de sorvete. Se você mudar a forma que você pensa sobre o alimento, para um lado mais construtivo e saudável,  há menos culpa, e você se sentirá mais informada e consciente. E claro, seu corpo vai agradecer.
 Realmente escute as pessoas quando elas estão falando.Olhe para elas, faça contato visual e seja presente. Eles vão se sentir bem notando que você se importa o suficiente para envolvê-los, e você vai sentir muito em troca.
 Se desligue dos eletrônicos (e tire um dia para você). 
Por 24 horas se desligue da tecnologia (celular, ipode, itouch, computador, TV) Eu sei que pode parecer apavorante para algumas pessoas, ficar longe do seu computador, telefone, e televisão o dia todo não é fácil. Principalmente para aqueles que são viciados em tecnologias, mas talvez isso seja um sinal que devemos tentar.  Muitos de nós usam a tecnologia para nos distrair e manter nossas mentes ocupadas, quando seria muito melhor tirar um tempo só para você, sentar num café, escrever um diário e ainda aprender a ser confortável sozinho. (para aqueles que não gostam de ficar sozinhos eu escrevi um texto “Como gostar de estar sozinho” que pode ajudar
 Tenha aquela conversa “difícil”
Sabe aquela conversa que você está segurando por muito tempo? Pois mande bala, respire profundamente, e diga a verdade. Seja gentil, mas honesto. Ninguém pode prever como as pessoas vão reagir, mas isso realmente não importa. Chegou a hora. Faça, e siga em frente.Listen
 Peça ajuda.Tudo o que você está passando, alguém já passou pelo o mesmo e conseguiu superar. Você não precisa reinventar a roda – não tenha medo de pedir ajuda ou um conselho a alguém. Isso pode fazer uma enorme diferença na sua vida.
 Tente o máximo possível não julgar as pessoas.
Wayne Dyer disse: “Quando você julga o outro, você não os defini, você define a si mesmo.” Sabe aquela voz dentro de você que adora criticar os outros? Ela adora se exercitar quando você  a deixa solta em outras pessoa,  é como um treinamento para o grande evento – o de julgar a si mesmo. Se você não exercitar essa voz, ela acaba desaparecendo por completo, tornando você uma pessoa muito mais feliz.
 Expresse o amor de todas as formas que você puder.Diga a seus amigos que os ADORA, agradeça, dê seu sorriso mais sincero para estranhos na rua, abrace as pessoas por mais tempo do que o normal, cozinhe uma torta pro seu vizinho chato. Quanto mais amor você dá, mais se constrói dentro de você e mais você recebe de volta – Eu prometo!!!
 Use lantejoulas e brilhosEles são um reforço maravilhoso para o humor. Se você é conservadora demais para usá-los, compre calcinhas  de lantejoulas e use-as secretamente!
 Abrace o desconhecido.Lembre-se que nem tudo precisa ser planejado nos mínimos detalhes! Mistério é maravilhoso e revigorante. É o gosto da vida.
 Limpe seu guarda-roupa.Além de se livrar do lixo antigo e de toda a tralha, limpar o guarda roupa é terapêutico, porque ao mesmo tempo, você está limpando espaço em sua vida para coisas novas e melhores.
 Faça um esforço extra todos os dias.Sua definição de “esforço” poderia ser: usar um brinco diferente, tentar um arranjo  na cabeça, meias coloridas, pintar a unha do pé de azul, ou mesmo tirar um tempinho para sentar com um livro todas as noites antes de dormir. Basta escolher algo que você sabe que vai fazer você se sentir bem, e, em seguida, faça-o.
 Ouça a novos tipos de música e dance!Country? Rap? Reggae? Forro? Procure diferentes músicas e as aprecie com todo o seu corpo.
 Compre calcinhas novas.É uma maneira quase infalível de se sentir mais sexy e mais feliz
 Seja vibrante e colorida.
Se não for na roupa,  que seja pelo menos nas palavras e nos atos. O mundo já tem bastante cinza! Seja o antídoto!
 Pare de se preocupar com a opinião de outras pessoas.Não importa se é a opinião de um estranho ou de alguém da família, às vezes deixamos que os pensamentos dos outros determine o modo como vivemos a nossa vida … e isso é ridículo. Bem o que as outras pessoas pensam sobre o que você faz ou como faz, isso é irrelevante – o que importa é o que está melhor para você. Leia Como ser Confidente
 Pare de tentar  se “encaixar”.Se encaixar é o mesmo que conformidade, que é a coisa mais chata de sempre! E daí se as pessoas olham para você? E daí se algumas pessoas não entendem? ISSO NAO IMPORTA! Faça sua parte e se orgulhe!
 Reconheça que você constrói a sua vida.Então por que não torná-la bela,  mágica, maravilhosa, especial e estranha?
 Fuja.
Passe algum tempo sozinha ou com um amigo próximo. Fuja do habitual. Vá em algum lugar onde você nunca esteve, passe algum tempo e aproveite. Isso vai sacudir a sua visão do que o mundo é assim e dar-lhe uma nova perspectiva sobre tudo.
 Converse com estranhos.Mesmo que sua mãe sempre tenha dito que não! Você nunca sabe quem pode conhecer ou a conversa maravilhosa que pode perder. Tente!!
 Aprecie as pessoas na sua vida.Lembre-se que todo mundo tem a escolha de fazer parte da sua vida ou não! Se você não lhes mostrar o quanto eles significam para você, eles podem não ficar por perto, podem deixar você de lado e isso é uma lição difícil de aprender. Seja boa para eles. Deixe-os saber o quanto você os valoriza o tempo todo.
 Se arrume para você mesma. 
Vista coisas que fazem você feliz! Não se vista para “atrair um companheiro”, ou para impressionar o seu grupo de amigos, use coisas que você gosta. Sinta-se feliz!
 Estabeleça grandes objetivos na sua vida.Objetivos que  vai assustá-la, GRANDES, ENORMES! A maioria das pessoas apontam para a mediocridade, pensam pequeno e é exatamente isso que eles recebem. Você não merece melhor? Tem uma frase que eu amo: “ Mire para a lua, se você errar, irá acertar as estrelas”.
 Seja o seu melhor amigo.Ao contrário de seu pior inimigo …
 Tire 20 minutos do seu dia e assista Eva Ensler. 
(o vídeo é em inglês, mas tem a opção view subtitles e você pode clicar e colocar a legenda em português. Esse vídeo pode mudar a sua vida)
 Não aceite as coisas só porque “sempre foram assim”.Talvez elas não costumavam ser assim, ou talvez que seja assim para outras pessoas, mas não para você! TUDO PODE MUDAR!! Sempre!
Compartilhe seus sonhos.Não tenha medo. Quando você compartilha um sonho com alguém que te ama, você se abre a novas idéias, novos contatos e, por vezes, um par mãos extras sempre ajudam na hora do arremesso! Seja corajosa.
Pense em como você pode encorajar outras pessoas a se amarem também.
Quando carregamos a tocha do amor próprio, nós nos tornamos embaixadores dele, e é importante transmiti-la para outras pessoas. Nós podemos fazer isto de várias maneiras, principalmente sendo nós mesmos, escrevendo um blog (como eu tô fazendo), sendo voluntária, conversando, mas há outras formas específicas que podem ajudar outras pessoas a se amarem. Descubra!
 Comemore as maneiras em que você tem crescido e mudado.Crescimento é bom, mudança é maravilhosa, evolução é fantástica. É a prova de que estamos em um caminho, que estamos indo para algum lugar, que estamos vivendo a nossa história. Celebre isso, faça um bolo ou coisa parecida…
 Perdoe-se.Está tudo no passado. Hora de mudar, babe
 Vá em um encontro com você mesma.Se arrume e vá a biblioteca, ou vá comer um delicioso almoço naquele restaurante que você sempre quis entrar, ou andar de bicicleta ao redor da cidade e faça o melhor jantar que você puder (mesmo que seja um sanduíche de mortadela). Eu já disse isso antes e vou dizer de novo, você merece seu amor muito mais do que qualquer outra pessoa.
 Leia, releia e salve nos seus favoritos: “50 coisas para fazer quando você está triste”.
 Basta amar a si mesmo.Não importa as circunstâncias. Você é sempre boa o suficiente, você sempre merece isso e você está sempre bonita, apesar de você as vezes pensar diferente. Basta amar a si mesmo.
 Não se leve muito a sério!Isso nunca vai leva-la a nada hahaha. Se você consegue rir de si mesmo, você está bem no seu caminho.
 Durma mais.A maioria de nós não chega nem perto o suficiente das horas necessárias de descanso, e isso pode prejudicar seriamente o nosso corpo e estado emocional. Basta ir para a cama um pouco mais cedo  ou tirar uma soneca no meio da tarde e  você vai se sentir muito melhor.
 Ame a todosMesmo quando eles te magoar, mesmo quando eles não te entendem, mesmo quando elas não te ouvem e até mesmo quando se comportam mal. Quando você ama, os milagres acontecem.

A Síndrome do Pensamento Acelerado


 
FONTE: http://www.escoladainteligencia.com.br/dica-ei-a-sindrome-do-pensamento-acelerado/
 O autor: Dr. Augusto Jorge Cury é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor, escritor brasileiro. Seus livros já venderam mais de 25 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 70 países. 
A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) é produzida por uma hiper construção de pensamentos, numa velocidade tão alta que estressa e desgasta o cérebro. É o resultado do excesso de atividades e de estímulos sociais que somos submetidos diariamente, e impede o desenvolvimento das funções da inteligência, como refletir antes de reagir, expor e não impor ideias, exercer a resiliência, colocar-se no lugar do outro.
     Você tem ansiedade excessiva, irritabilidade, flutuação emocional, inquietação, intolerância a contrariedades, déficit de concentração, esquecimento, fadiga excessiva e cansaço ao despertar? Constantemente sente dores de cabeça ou musculares, tem queda de cabelo e sintomas de gastrite?
Se sua reposta for sim, na maioria dos pontos, é bem provável que esteja sofrendo de SPA. Um mal que hoje provavelmente atinge mais de 80% dos indivíduos de todas as idades, de alunos a professores, de intelectuais a iletrados, de médicos a pacientes.

   As pessoas que têm um trabalho intelectual mais intenso, como médicos, psicólogos, jornalistas, executivos, professores, são as mais atingidas pela SPA. Há médicos com dores de cabeça, dores musculares e uma fadiga tão grande que parece que carregam seu corpo de tão cansados que estão. Há professores com déficit de memória intenso, porque não administram sua psique adequadamente, o cérebro deles bloqueia a memória para pensar menos e poupar energia. Estão muito esquecidos, mas querem que seus alunos se lembrem nas provas escolares.
Somos rápidos em responder, mas não questionamos nossas convicções antes de falar. Não refletimos sobre o que é prioridade em nossa vida. Algumas de nossas crenças limitadoras e perturbadoras também se relacionam com nossa dificuldade de gerenciar nosso tempo, nossa rotina. Organizar nossa vida, priorizando o que realmente é importante, produz mais Janelas Light em nossa memória e nos dá força para seguir adiante. Definir o que é importante nos traz benefícios tanto no presente quanto no futuro. Mas definir o que é importante exige uma grande atuação do Eu.
Não temos ideia de que, no aparelho mental, um pensamento, por mais tolo que seja, é construído com maior engenhosidade do que um edifício com milhões de tijolos e que demora anos para ser acabado. Exagero? Não. Engenheiros sabem quais tijolos usar para uma construção física, mas o Eu, como engenheiro da psique, não sabe sequer como entrar na mente e utilizar os materiais disponíveis para a construção de pensamentos.
Ser gestor da psique é saber filtrar estímulos estressantes, fazer a higiene psíquica, reciclar pensamentos, reeditar o filme do inconsciente e construir janelas paralelas para superar nossos conflitos. O Eu representa nossa autoconsciência, a consciência da essência humana (o que somos), da nossa identidade (quem somos), do nosso papel social (o que fazemos), da nossa localização no tempo e espaço (onde estamos).
Para isso, apresentam-se cinco passos importantes para evitar a SPA:
1) Evite o excesso de informações
No passado o número de informações dobrava-se a cada dois séculos, atualmente, a cada cinco anos. O exagero de dados é registrado involuntariamente por um fenômeno inconsciente, o Registro Automático da Memória (RAM), transformando nossa mente num depósito de informação, o que nos torna hiperativos.
2) Critique os estímulos visuais e sonoros
A mídia reforça a propaganda sugerindo uma falsa necessidade de bens ou estímulos para viver, o que gera insatisfação e transtornos psíquicos. Temos ansiedade ao consumir. Você já percebeu o quanto nosso consumo está baseado na emoção, e não na lógica? Caímos nas armadilhas dos apelos visuais e sonoros da indústria cultural, vivemos mais na aparência que na essência.
3) Não se torne escravo da tecnologia
A internet trouxe grandes ganhos, mas contatos superficiais. Ela favorece a comunicação a distância, porém tem restringido o contato presencial e a interação com atividades que promovem a saúde emocional, como conversa entre amigos, atividades sociais e contato ao ar livre e convivência com os diferentes. Pais e filhos não cruzam suas histórias, raramente trocam experiências de vida. É preciso uma desintoxicação digital.
4) Diminua o ritmo
É impossível deixar a agenda de lado e esquecer os compromissos. Mas quem quer fazer tudo ao mesmo tempo acaba inevitavelmente não concretizando nada. E pior, torna-se uma pessoa insatisfeita, agitada. Estamos vivendo sob a lógica do fast-food emocional, não é a qualidade do que consumimos que produz o prazer, mas a quantidade. Tudo é pronto. Não exige contemplação, desafio e descoberta.
5) Cuidado com a competição predatória
A paranoia pelo sucesso a qualquer custo e a compulsão de ser o número um está destruindo as relações e transformando as pessoas em escravas do sucesso. Uma pessoa com a SPA tem mais dificuldade de lidar com suas perdas, administrar suas decepções, refletir sobre suas falhas. É preciso ter consciência que a vida é cíclica, não há sucesso que dure todo tempo e nem fracasso que seja eterno.
Com essas dicas e a prática diária de Duvidar, Criticar e Determinar ser diferente, será possível gerenciar a ansiedade, tornando sua qualidade de vida saudável perante as intempéries da vida.

Histórias Posithivas - Uso de álcool e outras drogas e o tratamento de aids

Aids X Drogas: Uma relação muito complicada

FONTE: http://saberviver.org.br/publicacoes/aids-x-drogas-uma-relacao-muito-complicada/


Drogas e álcool em excesso costumam prejudicar a saúde de qualquer pessoa. Para quem tem o sistema imunológico debilitado por causa do HIV, o dano pode ser ainda maior. Sem falar que para seguir um tratamento tão complexo como o contra a Aids é preciso ter muita força de vontade e disciplina. Será possível lutar contra o HIV quando se tem a vida em desordem por causa de um vício?

Os profissionais de saúde que trabalham em programas de redução de danos em hospitais e Organizações Não Governamentais (ONGs) acreditam que sim. A idéia desses programas é tentar reduzir os danos provocados pelas drogas e o álcool e iniciar o tratamento contra a Aids, ainda que as condições não sejam as ideais. O objetivo é garantir a melhoria da qualidade de vida da pessoa soropositiva, mesmo que ela não consiga, naquele momento, se livrar das drogas. Neide Gravato, assistente social e diretora da unidade de controle e prevenção do programa de DST/Aids de Santos – SP, trabalha desde o começo da epidemia de Aids, nos anos 80, com a idéia do contrato possível. “Discutimos com o usuário de drogas o que é possível ser feito naquele momento para reduzir os danos provocados pela droga”, diz ela. Quando esse usuário consome um volume muito grande de drogas injetáveis, a primeira coisa a fazer é tentar conscientizá-lo sobre a importância de não compartilhar a seringa com outras pessoas para diminuir o risco de ele se contaminar com doenças como a hepatite, por exemplo, o que pode piorar seu estado de saúde. Para isso, lhe é oferecido um kit contendo seringa, água destilada, um recipiente para preparar a droga e lenço para desinfetar. Também é feito um trabalho de sensibilização para que ele não descarte esse material em um local que possa oferecer riscos para outras pessoas. Com os viciados em crack, forma de uso da cocaína que causa um prejuízo muito grande ao sistema nervoso, tem sido negociada uma redução da quantidade de droga e da freqüência de uso. Segundo Neide Gravato, essa forma de tentar diminuir os danos causados pelas drogas tem dado certo: “Sei que não é fácil, mas conseguimos que alguns pacientes trocassem a cocaína injetável ou o crack pela maconha, que, segundo eles, tranqüiliza e aumenta o apetite. De qualquer forma, orientamos quanto ao prejuízo de qualquer tipo de droga. Nosso objetivo é ajudá-lo a livrar-se do vício. Mas, se impusermos a necessidade de parar com as drogas imediatamente, esse objetivo se torna inatingível e ele acaba desistindo”, afirma a diretora.
A importância do suporte psicológico
Para Valvina Adão e Caio Westin, psicólogos do Centro de Referência e Treinamento em HIV/Aids de São Paulo – SP, o esquema de medicamentos indicado pelo médico deve estar de acordo com a possibilidade que esse paciente usuário de drogas tem em cumprir regras, pois tratamentos muito complexos geralmente não são bem sucedidos. “Quem é dependente de drogas tem dificuldade em seguir regras, por isso uma negociação com o médico sobre como tomar os medicamentos é essencial”, afirma Valvina Adão. Porém, mais importante que o esquema de medicamentos escolhido é a história de vida de cada um. Para os psicólogos, a estrutura pessoal é determinante para a aceitação do fato de ser portador do HIV e para a adesão ao tratamento anti-Aids. “É fundamental haver no serviço de saúde um atendimento psicológico que dê suporte ao paciente”, diz Caio Westin. “Precisamos ajudá-lo a reorganizar sua vida, a restabelecer o vínculo familiar e a fazer novos vínculos”.
Valvina aponta que o maior problema entre os soropositivos não é a droga e sim o álcool. “O número de dependentes de álcool é bem maior do que o de dependentes de drogas”, diz ela. “Muitos acham que têm que optar entre o álcool e a medicação e optam pela bebida alcoólica. Aconselhamos a distanciar a ingestão do remédio da ingestão do álcool. Isso também vale para droga”. O infectologista Estevão Portela atesta que não há problema de interação entre álcool, drogas e medicamentos anti-retrovirais: “O que acontece é a soma da toxidade do álcool e da droga com a toxidade dos medicamentos. A pessoa pode, por exemplo, ter mais problemas como enjôo e diarréia”, diz ele. Portela ainda aconselha atenção ao período de jejum que alguns medicamentos exigem. Durante esse período, o álcool deve ser evitado.
No Brasil, são poucos os centros de convivência em hospitais ou em ONGs que oferecem tratamento ao portador do HIV usuário de drogas ou álcool sem apelar para o discurso da repressão e sem exigir a abstinência como condição para que ele se trate. No entanto, são os locais que se abrem para acolher o dependente químico que conseguem os melhores níveis de adesão ao tratamento. “O paciente usuário de drogas, de uma forma geral, gosta de ir ao serviço de saúde, quando esse é um local aberto para recebê-lo”, afirma Neide Gravato. “Oferecer um lugar onde eles possam sempre voltar é muito importante para se criar um vínculo com o serviço”, diz ela. Muitos passam o dia no hospital para comer, dormir, conversar ou cuidar da higiene. Um dia, um deles se interessa em ver um vídeo ou participar de uma oficina. E assim vão sendo dados os passos em direção a uma vida longe da dependência. “O uso da droga está ligado à falta de alternativas atrativas”, acredita a diretora.
Quem trabalha com redução de danos sabe que deixar as drogas ou o álcool é um processo doloroso, muitas vezes provisório, e que as recaídas são comuns. “O tempo do indivíduo tem que ser respeitado. Também temos que ter em mente que nem sempre o usuário quer parar, mas sim fazer um uso administrado da droga, um uso menos prejudicial para a vida dele”, constata Neide.
Para Caio Westin, existe muito ainda a ser feito em relação aos usuários de drogas soropositivos. “Essas pessoas precisam deixar de se esconder, precisam de mais recursos sociais, mais acessos. O programa de redução de danos tem muito a caminhar. Precisamos conquistar novos espaços”, afirma ele.
Clarice Roseto Soares, 52 anos, usava drogas injetáveis e bebida alcoólica quando soube que era portadora do HIV, em 1989. Desde então, só pensava em morrer. De nada adiantava os médicos lhe explicarem que ela poderia viver com o HIV. Ela não queria se tratar e não se achava capaz de largar as drogas. Até que um dia, durante uma overdose, ao ver que estava mesmo morrendo, ficou com muito medo e resolveu procurar ajuda. Iniciou seu tratamento e começou a trabalhar. Depois de um tempo bem, longe das drogas, Clarice passou a ter dificuldades financeiras e resolveu traficar e consumir crack. “O crack me levou para o pior lugar onde já estive: a rua. Passei por várias casas de apoio mas, na verdade, só queria um lugar para comer ou dormir e depois cair nas drogas novamente. Eu não queria mudar de vida. Enquanto você não conhece alguma coisa para colocar naquele vazio que você preenche com a droga, você vai sempre voltar para droga. Essa é a história de todo viciado como eu”, diz ela.
Um dia, Clarice foi acolhida por uma casa para moradores de rua que mudou o rumo da sua vida. “Nessa casa, eu ouvi a palavra de Deus. Isso tocou profundamente meu coração e eu quis me recuperar” . Porém, mais uma vez , ela teve uma recaída e voltou para o crack. “Essa foi uma fase muito difícil porque já não sentia mais prazer algum com a droga, só frustração e muita culpa. Eu não queria mais isso para mim, não queria mais traficar, mas não sabia como ganhar dinheiro. Tive a idéia, então, de comprar alguma coisa para vender. E várias pessoas me ajudaram. Consegui um isopor e dinheiro para comprar gelo e refrigerantes. Livrei-me das drogas, saí da rua e aluguei um quarto. Já melhorei muito minha vida e hoje tenho uma barraquinha dentro do hospital onde me trato, o Craaids, na cidade de Santos – SP. Não me sinto mais um lixo. Tenho dignidade. Tenho a confiança das pessoas e amizade. O vazio que havia no meu coração foi preenchido”, acredita Clarice.
Humberto Susumo, 42 anos, pensou que teria poucos anos de vida quando soube que era portador do HIV, em 1989. Ao ver pela televisão imagens de pessoas morrendo de Aids, ele se desesperou. “Resolvi me refugiar nas drogas. Preferia morrer de overdose a morrer de ‘peste gay’, como a Aids era chamada naquela época. Gastei todo o meu dinheiro com o crack e acabei perdendo a visão. Depois que fiquei cego, procurei um centro de tratamento para Aids mas não conseguia tomar os anti-retrovirais, vomitava tudo e ainda continuava me drogando. Eu me sentia um inútil, não saía de casa e ficava esperando a morte chegar. Achava que as pessoas tinham que ter dó de mim”, conta Humberto.
Os exames de CD4 e carga viral de Humberto estavam muito ruins e seu médico lhe deu pouco tempo de vida caso ele não parasse com o crack e levasse o tratamento a sério. Ele já havia tentado parar com as drogas mas sem sucesso. “Depois da sentença de meu médico, fui com um vizinho a uma reunião do grupo de auto-ajuda para viciados em drogas que ele freqüentava. Era a minha última chance. Passei a freqüentar as reuniões e logo o coordenador do grupo me chamou para dar palestras a outros dependentes. Eu queria alertar os outros sobre os perigos da droga, mas precisava estar bem fisicamente e para isso precisava tomar os anti-retrovirais. Hoje faço meu tratamento e consegui me livrar das drogas. É muito importante estar perto de outras pessoas que estão também tentando se levantar. Freqüentar esse grupo me deu uma estrutura que eu não tinha e aumentou minha auto-estima. Por sugestão deles fiz um curso para cegos e descobri que posso ser independente, que posso me cuidar”, comemora Humberto.

APRESENTAÇÃO DO FEBRACT - Pe. Haroldo J. Rahm

APRESENTAÇÃO
Janeiro de 1994 marca o início das atividades do centro de formação e treinamento da FEBRACT. Em todos os anos de sua vida, o centro não tem se limitado a difundir, com competência, ensinamentos relacionados com a área da dependência química. É ele o braço que realiza os principais objetivos da FEBRACT, orientando as comunidades terapêuticas, desde a elaboração de seus estatutos, até nas dificuldades encontradas no dia-a-dia. É ele, sobretudo, o responsável pela elaboração e pelos debates relacionados com o código de ética da FEBRACT, de importância fundamental para que as comunidades terapêuticas cresçam em dignidade e alcancem maior credibilidade.
O centro de treinamento, que hoje se mantem com os próprios meios, em seus dois primeiros anos de vida recebeu o apoio do Boureau for International Narcotics and lawenforcement affairs (INL). Posteriormente, o programa das nações unidas para o controle internacional das drogas nos deu, durante três anos, um respaldo de valor inestimável.
Durante esse período o PNUCD patrocinou a impressão de dois manuais: um dirigido à prevenção e outro ao tratamento.
Esgotado os manuais, resolveu agora o centro uní-los em um único volume, além de atualizar os assuntos enfocados.
Recebendo alunos de mais de uma centena de entidades que se preocupam com o problema da dependência química, como redes escolares dos estados e dos municípios, conselheiros tutelares, órgãos dos ministérios da Justiça e da saúde, universidades, exército, marinha, policia militar e civil, instituições religiosas, núcleos de apoio mutuo, hospitais e clínicas, o centro tem tido uma influência decisiva na melhoria dos programas de prevenção, de tratamento e de reinserção social, segundo a avaliação feita livremente por seus alunos e pelas instituições que o encaminharam.
Esta publicação é uma orientação destinada a habilitar as pessoas a uma resposta pronta e a motivá-las a procurar, posteriormente conhecimentos mais aprofundados. No entanto, as abordagens aqui feitas, idôneas e coerentes, são realizadas por profissionais que convivem e conhecem bem os problemas relacionados com a dependência do álcool e das drogas. Ficam faltando neste trabalho alguns aspectos importantes: o clima de fraternal amizade existente no centro; os debates acalorados travados nos trabalhos em grupo; as trocas de experiências feitas nas horas de convívio informal. Nada disso pode ser transportado para o papel.


CO-DEPENDÊNCIA - PREVENIR É O MELHOR CAMINHO

   Co-dependência, é um quadro caracterizado por um distúrbio mental acompanhado de ansiedade, angustia e uma compulsividades obsessiva em relação a tudo o que envolve a vida do dependente. O co-dependente deixa de viver sua própria vida e passa a viver na dependência dos acontecimentos que ocorrem na vida de dependente químico (em especifico).
Os co-dependentes nunca sabem o que esperar, constantemente são bombardeados com problemas, perdas e mudanças.
Temos vivenciado o sentimento de co-dependência em nossas próprias vidas. Muitas vezes erramos, pensamos que estamos fazendo aquilo que deveria ser certo. Nos enganamos com manobras de “facilitação”, minimizando, controlando, protegendo, assumindo responsabilidades e compactuando com nossos filhos. Mas com o passar do tempo temos aprendido que nem toda ajuda vai colaborar positivamente para um sucesso terapêutico. É muito difícil, saber quando ajudar e quando deixar de ajudar. Deixar de ajudar é muito difícil, pois envolve sentimentos conflitantes de medo e de culpa. Tornamo-nos escravos do dependente, tudo que ele faz de errado nos afeta e seus efeitos são potencializados em nós. Estamos constantemente ansiosos e angustiados, com sentimentos de culpa e raiva.
Somos aqueles que sofremos juntamente com o dependente, mas não temos o prazer efêmero da droga. Enquanto o dependente é viciado na “droga”, o co-dependente é viciado nos problemas do dependente.

   
   
FACILITAÇÃO
Facilitação é toda atitude que tomamos e que irá colaborar com a continuação da dependência química. As atitudes de facilitação são:
·         Minimização (minimiza as atitudes e o uso).
·         Controlar (tenta controlar a vida do dependente ou até mesmo o uso).
·         Proteger (Defende quando outros falam sobre ele, vai buscar droga para que ele fique perto, ou paga as cobranças na porta de casa).
·         Assumir responsabilidades (Quer cuidar e assumir toda irresponsabilidade causada pelo uso).
·         Compactuar (Dar dinheiro e aceitar que use a droga dentro de casa).
“Era uma sexta feira de madrugada, o telefone tocou, e ao atender uma pessoa se identificou como tio de um amigo do filho e disse: O meu sobrinho está preso juntamente com seu filho; os dois foram presos, houve uma diligencia policial e a P.M. encontrou drogas no carro. A quantia encontrada era suficiente para enquadra-los por trafico. À medida que ia tomando conhecimento dos fatos, o coração ia disparando, a pressão subindo e um sentimento de ansiedade e angustia ia tomando controle. (meu Deus, meu filho preso!) Vou ter que ir a delegacia? Esse tio dissera conhecer pessoas dessa delegacia e que para atenuar a gravidade seriam necessários alguns acertos. O acerto seria de seis mil reais e cada um daria metade. E assim foi feito. Na ocasião, o filho contou outra história, dizendo que a policia havia plantado a droga no carro e que ele não era usuário. Nessa época, não tinha certeza do envolvimento dele com drogas. Também não tinha nenhum conhecimento sobre a dependência química. Aceitei a explicação e acreditei que sua historia fosse verdadeira”. Nesse período, ele fazia terapia semanalmente. Tinha seu rendimento escolar, apresentava mudança de comportamento, seu estilo de roupas mudou cabelos compridos e saía a noite com frequência.
      Desse episodio da prisão até realmente eu ter certeza da dependência química decorreram alguns meses. Minimizar a gravidade dos fatos, tentar proteger, assumir responsabilidades, isso é a fase da NEGAÇÃO.

CLASSIFICAMOS AS FASES DA CO-DEPENDÊNCIA EM CINCO FASES:
·         NEGAÇÃO
·         DEPRESSÃO
·         NEGOCIAÇÃO OU BARGANHA
·         RAIVA
·         ACEITAÇÃO
Vivenciar todas as fases leva anos até que se chegue à aceitação. A depressão é uma fase companheira em todo o processo. Diversos são os momentos de tristeza, como quando levar o dependente químico para uma primeira internação. Um sentimento terrível, vontade de chorar, de gritar e uma sensação de que falta o chão. Um sentimento de fracasso, de culpa. Um sentimento de impotência toma conta. Oh! Meu Deus o que esta acontecendo com a minha família. Não da pra descrever a dor. Machuca a alma. A alegria de viver parece ter acabado. Tudo é triste. Fica-se assim por muitos dias.
      Mas infelizmente, isso é só o começo da historia. Términos precipitados de tratamentos, fugas e recaídas. Passamos a viver totalmente ligados a tudo que acontecia na vida do dependente químico. Largava tudo que estava fazendo para atender emergências criadas pelo dependente químico. Às vezes parecia que não havia espaço para mais nada e as coisas só pioravam. Só que não sabemos que também precisamos de ajuda. Sentimentos de raiva e culpa. Não somos mais compreendidos por ninguém. E ninguém mais tolerava. A vida, os assuntos, o cotidiano passam a ser uma atitude cada vez mais compulsiva e obsessiva e tudo se relaciona com este processo de tratamento. Isso pode perdurar por vários anos.
      O co-dependente passa essas fases de negação, depressão, negociação, raiva tudo ao mesmo tempo. Em um mesmo dia você pode estar “rodando” e sua cabeça “girando”, passando da depressão para a raiva. É uma verdadeira paranoia. Quantas vezes tentamos negociar com Deus. “prometemos que se tirar o dependente das drogas, seriamos melhor; nos envolvemos mais com coisas de igrejas, procuramos ser mais fiel no dizimo, ser mais presente etc. Tudo isso parece ser muito infantil, mas é assim que o co-dependente de fato é.
      À medida que o sentimento de culpa aumenta, o sentimento de raiva começa a explodir. Como nos sentimos que o mundo nos culpa e passamos também a todos pela situação. Cônjuge, igreja, escola e até os amigos de nossos filhos. É difícil saber lidar com a culpa que a co dependência toma. E toda atitude que o co dependente toma, acompanhada de sentimento de culpa, com certeza se torna uma atitude de facilitação.
      Viver com a co-dependência sem ter conhecimento do que esta acontecendo, não saber o que é certo ou errado, agir conforme o sentimento de “salvador da pátria”, mandar fazer porque acha que é preciso ou que só você poderá fazer.
OS OBJETIVOS DO PROGRAMA DE TRATAMENTO DA CO-DEPENDÊNCIA SÃO:
1.      TERMINAR COM AS ATITUDES DE FACILITAÇÃO.
2.      FORNECER CONHECIMENTOS SOBRE DEPENDÊNCIA QUÍMICA.
3.      PREVENIR RECAÍDAS QUANTO Á FACILITAÇÃO.
4.      ACOMPANHAR A FAMÍLIA DURANTE A INTERNAÇÃO E APÓS O TERMINO, AJUDANDO NA RESSOCIALIZAÇÃO DO DEPENDENTE QUÍMICO.
Sempre questiono quando cada pessoa da família está disposta a mudar e adotar novas atitudes. Achamos que quem tem que mudar é o dependente e não nós acabamos por muitas vezes cobrar isso excessivamente. Mas na dinâmica do relacionamento familiar as coisas funcionam em dependência. Todos necessitamos de mudanças completas, todos necessitamos de ajuda. Precisamos todos caminhar num processo de restauração. (grupo de auto ajuda nesta etapa são fundamentais para ambos). Desta forma conseguem administrar melhor sua co-dependência e começa a adotar atitudes acompanhadas de forma terapêutica mais correta, contribuindo decisivamente para o sucesso do tratamento do dependente químico. Infelizmente, uma porcentagem significativa de co dependentes é totalmente paranoica, sem ajuda terapêutica atrapalha todo o processo do tratamento do dependente químico. Mas o pior tipo de co dependente é aquele que não participa de grupos de apoio ou acompanhamento terapêutico durante a internação. Em casos assim a família só atrapalha. É necessário saber lidar com a culpa. Enquanto ela for à base de atitudes se tornam atitudes de facilitação e fases de co dependência. A culpa é um sentimento doentio, tornando o fardo mais pesado e tirando a racionalidade. Sentir-se culpado por achar que falhou no papel de pai ou de mãe, sentir-se culpado porque a sociedade, família ou igreja só aumenta esse fardo. Sentir-se culpado não ajuda em nada; precisa fazer uma analise de todos esses sentimentos e assumir um papel positivo de responsabilidade. À medida que questionamos o porquê de cada atitude, começamos a adotar atitudes que levam a um resultado positivo. O importante dessas atitudes é que começamos a sentir um pouco mais de paz. O fardo se torna mais leve.
      É errado querer ajudar quando:
1.      A ajuda é levada a extremo, de maneira compulsiva e de modo a piorar o problema.
2.      Perpetuar a dependência.
3.      Ser conivente e manter a irresponsabilidade do dependente.
Se persistirmos nesta ajuda ineficaz poderemos causar efeitos devastadores, como: morte por overdose, homicídio, suicídio ou acidentes automobilísticos entre outros.
No convívio com muitos co dependentes, tenho visto que alguns necessitam de um pronto socorro, de ajuda imediata (terapeutas ou psicólogos), porque estão caminhando para uma estrada cada vez mais acidentada. Um bom terapeuta poderá ser uma ajuda fundamental no processo de restauração familiar. A estrutura da família fica fragilizada e frente a essa problemática muitas das vezes acaba com divórcios e desestruturação de toda a família.
Muitas das vezes uma recaída é causada pela culpa que o dependente químico sente em ter causado em toda família e é preciso saber que todos terão que administrar cada qual seu estado emocional, pois do contrario o dependente acaba em depressão e posteriormente uma recaída é inevitável.
Talvez a perda mais dolorosa que temos seja a perda dos sonhos. Das esperanças. Sonhamos e criamos esperanças em nossos filhos, visualizando uma vida cheia de sucesso e felicidade em sua vida. Com certeza a droga não fazia parte desse sonho e que acabou por se tornar pesadelo. Um autor escreveu que a doença, independente de qual seja é mortal. Mata tudo, inclusive os sonhos mais nobres. Ela destrói vagarosamente e nada morre mais lentamente que um sonho. Mas há esperança, no caminhar de nossa co-dependência precisamos chegar a fase da aceitação. Em primeiro lugar, temos que aceitar a nós mesmos. Precisamos aceitar nossas falhas e duvidas além da falta de autoestima. Temos que trabalhar o processo do perdão e posteriormente da cura. Tudo isso não é muito confortável.
     Co-dependentes são oprimidos, deprimidos e reprimidos. Passam a vida tentando ajudar as emoções dos outros, mas não sabemos o que fazer para consertar a própria vida.
A dor emocional e a raiva podem evoluir para um sentimento de ressentimento e amargura, a tristeza pode transformar em depressão.
Alguns Co-dependentes acreditam que não podem que não devem e que não merecem ser felizes. Não é errado sentir tristeza. Deixe essa energia passar e procure paz e equilíbrio interior.
A depressão é um sentimento que precisa estar alerta para detectar. Todos nós  passamos por ela, mas muitos permanecem nela, e ela pode levar a um fundo de poço. Cada um tem que estar alerta para saber a intensidade e a gravidade da depressão. Precisamos saber avaliar a necessidade, ou não, de uma psicoterapia medicamentosa, ou não.
     Na realidade, todos deveriam passar por acompanhamento profissional experiente. Precisamos ser restaurados em todos os aspectos da nossa saúde, seja orgânica, psíquica ou espiritual.
Ao mesmo tempo em que o dependente químico está passando por um processo de recuperação, o co-dependente também deve ser beneficiado por um processo semelhante.
É muito comum encontrar pais que dizem: “meu filho está voltando para casa na próxima semana e gostaria de saber o que devo fazer”. Só que talvez nunca tenha aparecido nas reuniões dos grupos de apoio. Que repostar dar? Ele não sabe nada sobe co-dependência; não foi tratado; não procurou ajuda para ele mesmo. Consequentemente “esse pai ou mãe” com a volta do filho pra casa tudo pode voltar como antes. As atitudes de facilitação (minimizar, controlar, proteger, assumir responsabilidades e compactuar) e as fases da co-dependência (negação, negociação, raiva e aceitação) estarão presentes de maneira não saudável.
Co-dependentes passam muito tempo tomando conta da vida do dependente e não ajudando e procurando ajuda para ele mesmo. Tomar conta não ajuda, mas causa problemas. Sempre procurar dar mais do que recebe e depois sentem-se explorados.
Tomar conta gera raiva. Pode tornar pessoas insatisfeitas, frustradas e confusas. As pessoas que são ajudadas se tornam vítimas desamparadas e raivosas; e quem toma conta se tornam vítimas.
Quem toma conta às vezes se confundem com dar, amar e ajudar. Dar é uma qualidade desejável; o que não significa se dar até doer.
Deus quer que nos ajudemos e compartilhemos nosso tempo, dons e dinheiro, mas o ato de bondade só é bom quando nos sentimos bem em relação a nós mesmos.
Dar é parte essencial de uma vida saudável, como também saber quando não dar. Precisamos aprender a vivenciar um relacionamento mais saudável, aprendendo a distinguir pessoas que se aproveitam de nós para fugir das próprias responsabilidades e com isso nos magoa.
É muito importante que o co-dependente, tenha sabedoria para observar como está o seu caminhar, se suas atitudes ainda são de facilitador e, o mais importante, em que fase encontra sua co-dependência.
Não deixe a raiva fortalecer-se trazendo um desastre irreversível e também saiba administrar melhor a sua depressão. Se necessário procure um terapeuta.
Analise junto ao terapeuta se você está tomando conta, perseguindo ou está se colocando como vítima. Com o passar do tempo poderá administrar isso melhor.
Uma vida mais saudável e a paz passará a estar presente em você. A alegria de viver, a volta do prazer, o sorriso e o amor voltarão. Você notará que as flores e sempre estiveram presentes em seu jardim derramando o mesmo perfume que você sentia a outrora.
O co-dependente merece viver bem Deus nos ama a todos, ame a si próprio só assim poderá amar outras pessoas de maneira saudável. Este relacionamento puro e honesto sem manipulações será terapêutico e o processo de estabilidade irá dia após dia restaurar a própria vida e a do dependente químico que tanto ama.
Tenho uma firme convicção de que esta é a finalidade de tratar com a co-dependência.

Bibliografia: Drogas e Álcool Prevenção e Tratamento do Centro de Formação do FEBRACT. (Dr. Luiz Ossamu Sanda – Medico)

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