Situação social e de drogadicção nas cidades.

Ribeirão: Secretário defende atenção especial para os usuários de drogas

 
Sandro Scarpelini participou de audiência pública para prestação de contas, na Câmara

Em audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto, o secretário Sandro Scarpelini comentou que a pasta está dedicando atenção especial para as doenças psicológicas, em especial aos usuários de drogas. Scarpelini foi questionado na audiência pública sobre a operação que ocorreu na última semana, na Cracolândia, no Centro de São Paulo.
O secretário foi perguntado sobre o que a secretaria tem feito para dar assistência aos usuários de drogas, como o crack, principalmente àqueles que ficam em endereços no Centro de Ribeirão Preto. Ele disse que a secretaria está atenta, porém afirmou que é um assunto que tem que ser discutido com mais atenção.
“Desde o começo do nosso trabalho, a equipe de saúde mental tem se reunido para discutir todos os aspectos. Foi criado um comitê gestor, porque acreditamos que uma pessoa não é suficiente para coordenar, para poder discutir todos os aspectos. Esse é um dos maiores problemas de Ribeirão Preto, e é um bom assunto para ser levado ao conselho municipal de saúde”, afirmou o secretário.
Na última quinta-feira, 25, o vereador Alessandro Maraca (PMDB) enviou um requerimento para a prefeitura para que sejam apresentadas ações efetivas do município de combate às drogas. O vereador aponta que é “notória a ocupação de determinadas regiões do município por usuários de drogas”, e cita locais onde existe o consumo a céu aberto, como a região do Terminal Rodoviário, Praça Francisco Schimidt, Avenida Jerônimo Gonçalves, Avenida Bandeirantes e Avenida Álvaro de Lima.
Audiência Pública
Na audiência pública, Scarpelini também lamentou o fato de o sistema público de saúde não estar preparado para o atendimento aos idosos. “Não temos um hospital especializado em geriatria. Isso é previsível, mas não fizemos [em referência ao poder público]. Quem está esperando nas filas são pessoas com 60, 80 anos. Essas pessoas precisam de cuidado, mas não temos equipamentos para isso. Não precisa inventar a roda, é só ver o que está implementado nos países desenvolvidos”, analisou.
Foto: Ibraim Leão

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